A história por traz da Dieta do tipo sanguíneo

Que o tipo sanguíneo é uma das ferramentas utilizadas pelos antropologistas para recontar a história da humanidade e das raças é um fato que boa parte das pessoas cultas já sabe. Todas as pesquisas remetem ao fato de que cada macro-população do planeta possui um mesmo tipo de sangue. Para entender melhor, é necessário saber um pouco sobre a origem das raças e a migração delas nos continentes.

Independente de haver ou não crenças religiosas envolvidas na história da origem do homem, é consenso para cristãos, muçulmanos, espiritualistas e ateus que os primeiros seres humanos da terra viveram na África ou muito próximo dela, na Mesopotâmia, conhecido eixo que interliga os três antigos continentes. Aquela terra plana, quente e com muita caça foi o ambiente perfeito para o desenvolvimento da humanidade. Os homens primordiais organizavam-se para caçar. O êxito deste método de obtenção de alimento foi tão grande que ocasionou um crescimento populacional superior a quantidade de comida e que existia. Estes homens de pele morena por causa do sol comiam muita proteína e compartilhavam entre si o mesmo tipo de sangue – o sangue O. Desafortunadamente houve fome na África e o homem foi obrigado a migrar para a Europa e Ásia para encontrar novas formas de alimentação.

Apesar da dificuldade, migrar e viver em novos lugares foi o primeiro passo da humanidade em direção a diferenciação das raças, cujas quais ao longo de infindáveis gerações, adquiriram as características físicas e genéticas suficientes para sobreviver em diferentes lugares.

A Europa é um continente caracterizado por possuir terreno variável, ora repleto de planícies e propício para o cultivo de lavouras e criações de animais domésticos, ora extremamente irregular e acidentado, inviabilizando a sega e isolando regiões. Por estar muito acima da linha dos trópicos, possui dias curtos, pouca iluminação do sol, faz muito frio e tem uma fauna reduzida se comparado aos demais continentes. Foi num lugar como este que se desenvolveu o homem europeu, agricultor, com pele branca, olhos claros, cabelos lisos, acostumado ao cultivo de grãos e criação de gado. Foram os primeiros a fundar comunidades estáveis e a ter uma estrutura de vida constante. Todos estes fatores contribuíram para unificar em um só tipo de sangue as características físicas da população européia – o sangue A.

Foi para Ásia que historicamente parte da população africana e européia também migrou. Tal qual portal de entrada, a cordilheira do Himalaia (Paquistão e Índia) influenciou a mutação daqueles que vinham do ocidente. Os asiáticos caracterizavam-se por possuir primordialmente uma população nômade ao norte e uma sociedade agrária ao sul. Os pastores nômades levavam consigo animais e habituaram-se a consumir ovos e laticínios. A sociedade agrária, aproveitando o clima úmido próprio de sua região, desenvolveu técnicas sofisticadas e criativas de irrigação cuja qual lhes rendeu grande prestígio. Todos estes fatores influenciaram o continente asiático a desenvolver o tipo de sangue B. O homem asiático possui, a depender da sua região: 1) Índia, Paquistão e regiões próximas - pele morena semelhante a do africano e cabelos lisos 2) China, Coréia do Norte e do Sul, Japão e demais países cercanos – baixa estatura, pele branca ou amarela, cabelo liso e pálpebras aproximadas (olhinhos puxados).

O mais recente dos tipos de sangue, o AB é um fruto moderno da miscigenação das pessoas de sangue tipo A com o sangue tipo B e ocorre em menos de cinco por cento da população. Acredita-se que tenha surgido em decorrência da invasão bárbara ao Império Romano (aproximadamente 900 anos depois de Cristo) e da colonização das Américas pelos europeus de sangue A com os índios americanos sangue B.

Qual a lógica da Dieta do Tipo Sanguíneo?

Partindo do principio de que inicialmente existiu apenas um tipo de sangue e que hoje existem quatro tipos, é necessário indagar qual teria sido o motivo do surgimento dos outros três tipos. É cientificamente comprovado que a terra, o clima, a umidade, a alimentação e muitos outros fatores podem contribuir para a diferenciação de uma mesma espécie, seja ela o próprio homem ou qualquer outro animal. Respeitar tais fatores contribui sem dúvida na manutenção de uma boa saúde, do bem estar de uma nação e a busca por uma maior expectativa de vida.

Quando comemos do que nossos ancestrais se alimentavam, aqueles alimentos que por dezenas de gerações foi comum na mesa deles, nós aumentamos a absorção dos nutrientes ali presentes para que sejam assimilados com um aproveitamento do mais alto nível. Quando assim o fazemos, encontramos o nosso peso ideal, a digestão destes alimentos é rápida, não ficamos sonolentos depois das refeições, muito pelo contrário, nos sentimos vigorosos e enérgicos. Estes alimentos benéficos para o nosso tipo de sangue nos acrescentam energia e vitalidade.  Já quando não consumimos os alimentos próprios para o nosso tipo de sangue, além de aumentarmos de peso, nos sentimos fracos após as refeições, com vontade de deitar e descansar. É como se estes alimentos roubassem a nossa energia física.

A distribuição dos tipos de sangue no planeta ainda continua semelhante aquela que havia há milhares de anos atrás. Existe ainda enorme prevalência do sangue O na África, sangue A na Europa, sangue B na Ásia e sangue AB nas Américas e Europa. Entretanto o mundo moderno e a globalização eliminaram muitas barreiras geográficas e culturais que há poucos séculos atrás eram utilizadas para constituir um matrimônio e planejar uma família. Isto não foi ruim, todavia nos importa manter a qualidade e a integridade genética que foi feita com o trabalho e esforço de todos os nossos ancestrais.

Podemos melhorar ou piorar nossa genética

É interessante analisar que na vida nós podemos melhorar ou piorar a genética dos nossos pais. Toda vez que fazemos algo bom para nosso organismo, tal qual: 1) respirarmos ar puro; 2) descansarmos nos momentos certos; 3) praticarmos exercícios físicos; 4) nos expormos diariamente a doses adequadas de luz solar; 5) nos alimentarmos equilibradamente; 6) desfrutarmos da natureza; 7) praticarmos temperança e; 8) exercitarmos uma fé em Deus; nós fortalecemos nossa genética e a deixamos ainda melhor para nossos filhos. Entretanto quando nós fazemos o oposto de tudo o que foi acima mencionado, isto é, deterioramos nosso corpo com todos os tipos de vícios, cultivamos um hábito de vida sedentário, utilizamos a luz solar em excesso ou muito pouco, temos uma alimentação muito ruim (cada pessoa sabe o que come), somos desequilibrados em todos os quesitos e não exercemos nossa fé no criador, nós enfraquecemos a genética e deixamos para a posteridade (nossos filhos, para ser mais exato) um mundo muito pior do que quando aqui chegamos.

“O mesmo alimento que é remédio para uns é veneno para outros.”
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