Ao longo da historia o homem foi atraído pelos olhos. Achados arqueológicos comprovam que na antiga Babilônia os caldeus deixaram inscrições em pedras sobre a íris e sua relação com o restante do corpo. No Egito antigo, foram encontrados artefatos e cerâmicas pintadas com sinais iridológicos. Hipócrates se interessou, na Grécia antiga, pelo estudo da íris como meio de diagnose, de acordo com registros da Escola de Salerno.
Foi Ignatz Von Pczely, que em meados de 1800, na Hungria, recebeu o mérito de ser considerado o pai da iridologia. Quando criança fraturou acidentalmente uma das patas de uma coruja, verificando o aparecimento de um risco escuro na íris da ave. Compadecido, tratou sua pata, notando, concomitante ao restabelecimento dela, que o sinal na íris também mudava de característica, tornando-se mais claro. Estudou após isso e foi para Roma aprender medicina. Durante sua vida de médico, correlacionou os sinais da íris com os órgãos do corpo, confeccionando o primeiro mapa iridológico. Foi pesquisador e escritor, deixando conceitos iridológicos que são utilizados até os dias de hoje.
Após ele vieram muitos outros que, apesar de estarem geograficamente separados, chegaram às mesmas correlações topográficas. A lista de tais investigadores é bastante numerosa, cabendo a Europa o maior número de trabalhos publicados naquela época. Podemos mencionar como exemplo, o pastor homeopata sueco Nils Liljquist, contemporâneo de Pczely, que publicou o trabalho On Degendiagnoses (Diagnostico a partir do olho); o norueguês Anderschou, que em 1916 publicou Iris Science (A Ciência da Íris); o pastor alemão Felke (1856 – 1926), que passou seus ensinamentos de forma oral a seus discípulos, um deles chamado Muller, que escreveu The Eye Diagnoses based upon the principles of Pastor Felke (O Diagnóstico do Olho baseado nos Princípios do Pastor Felke); o Dr. Peter Thiel, da Alemanha, que em 1905 escreveu The Diagnoses of Disiose, by observation of the Eye (O Diagnóstico da Disiose através da Observação do Olho); o Dr. Rudolph Schnabel, da Alemanha, que escreveu três livros sobre iridologia; o Dr. León de Vannier, famoso e importante homeopata francês, que publicou em 1957 Le Diagnostic Des Maladies Par Les Yeux; o alemão Josef Deck, que em 1965 escreveu o livro Grundlagen der Irisdiagnostik; o alemão Theodore Kriege, que escreveu Fundamental Basis of Iris Diagnoses e Disease Signs in The Iris; o Dr. Bourdiol, R.J., que publicou na França o livro Bases Fundamentais do Irisdiagnóstico; o espanhol V. L. Fernandiz, que em 1970 escreveu Iridiagnosis; Adrian Vander, que em 1972 publica em Barcelona Diagnostico por el Iris; Gilbert Jausas, que em 1978 publica La Iridologia Renovada; o Dr. Victor Davidson, que em 1985 publica em Madri Diagnostico por el Iris; o alemão Anton Markgraf, que em 1988 publica Die Genetischen Informationem in de Visuelen Diagnostik, dentre muitos outros pesquisadores mais recentes.
Não demorou muito para que a iridologia chegasse aos Estados Unidos. Apesar de terem iniciado depois, foram os pesquisadores que mais difundiram a iridologia no mundo. Os que mais se destacaram foram: o Dr. John Raymond Christopher (1909 – 1983), professor de iridologia, naturopatia, técnicas naturais de cura e fundador da School of Natural Healing (Escola de Cura Natural) em Utah; o Dr. Kritzer, que em 1919 publicou Iris Diagnoses; o Dr.Henry Lindlahr, que em 1922 publicou o volume IV de Natural Therapeutics,“Iris Diagnoses”, also “Irisdiagnoses”, fundando na Austrália o World Iridology Fellowship; o Dr. Bernard Jensen, famoso naturopata e ícone importante da iridologia moderna, que escreveu em 1952 o volume I de Science and Practice of Iridology, dentre outros livros e artigos de valor inestimável; Denny Ray Johnson, o fundador do modelo Rayid, publicou em 1984 o livro The Eye Reveals (O Olho Revela), dentre outros livros. Existem muitos outros hábeis profissionais que ainda não foram mencionados aqui.
A iridologia no Brasil está em ascensão das três últimas décadas para cá. Nosso país é um celeiro de dedicados pesquisadores, profissionais que desde muito tempo vem contribuindo com a excelência e expansão desta ciência. Podemos mencionar como pioneiros no Brasil: o professor Gurudev Sing Khalsa, uma grande personalidades da iridologia e provavelmente o seu precursor no país; o professor e Dr. Adalton Vilhena Stracci, um dos maiores iridologistas brasileiros; o professor Arnaldo Gauer; o professor e Dr. Celso Batello; e muitos outros profissionais, reconhecidos e capacitados a exercer a profissão com genialidade e maestria.
Eu tenho um profundo respeito pelo meu pai, Iraídes Corrêa Batista, que desde 1982 (há mais de 24 anos, isto é, 1 ano antes que eu nascesse) estudou e trabalhou com a iridologia de forma exemplar. Apesar de ser professor no que faz, ele continua ainda hoje aprendendo com estes mestres mencionados nos parágrafos anteriores. Como nutricionista e estudante de medicina, vejo na iridologia uma poderosa ferramenta de diagnóstico. Há muitos anos que eu a conheço e sei q ela funciona.